Nossa História

Em 1989, Irmã Anatília de Souza Viana e Frei Fernando Cornélio tiveram a iniciativa de reunir mães que estavam sofrendo pela extrema pobreza e as crianças cheirando cola para suprir a fome. Vimos que as crianças estavam expostas as drogas e se evadiam para o centro do Recife, onde estavam vulneráveis a violência. Para evitar que isso acontecesse iniciaram o Procriu com a condição das crianças e adolescentes frequentarem a escola pela manha e Procriu a trade na escola e vice versa. Por tanto, até hoje o Procriu tem um caráter preventivo.

 

Sempre tivemos como motivação oferecer as crianças e adolescentes um espaço educativo com atividades prazeirosas para ajuda-las a construir seu próprio futuro sem espaço para a violência. Nossa filosofia é baseada em Paulo Freire e o construtivismo: a ideia que a criança e o adolescente tem o poder de construir sua própria história a partir de sua realidade.

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Crianças e adolescentes tem o poder de construir sua próprio história a partir de sua realidade

As condições quando o Procriu foi criado, financeiramente, eram fracas. Contávamos com o apoio voluntário de Frei Fernando e do casal Jonisa e Val que cozinhavam, davam aula de cidadania, e cuidavam do lazer. Não tivemos apoio do governo. Mas tinhamos como tema: cuidar do menor abandonado.

 

A criança sofrida que chega até nós necessita de mais atenção e compreensão — são seriamente muito agressivas porque são tratadas com violência, principalmente pelos pais ou responsáveis. É uma característica da família e do ambiente onde moram: no lixo, sem condições de vida. Temos a esperança e a missão de que elas tenham um futuro feliz, sejam cidadãos honestos e responsáveis, e que cuidem de sua família, de outras pessoas, e de seu planeta.

 

O logotipo da mãozinha simboliza a mão que acolhe, que abençoa, e que ajuda a ter limite. Geralmente a criança chega no Procriu, além de faminta de tudo, sem saber o que é amor, afeto, carinho, ou aconchego. Sao vítimas da violência; o lugar da segurança dela deveria ser a família, mas geralmente a casa é um lugar indesejado. Ai vem o grande perigo: prefere a rua. A escola e o Procriu são os lugares onde eles se sentem seguros, e onde aprendem o que é o limite amoroso.

 

A historia do Procriu é composta de avanços e recuos. Com a ajuda de vários parceiros financeiros, conseguimos ir montando um programa de suporte emocional e educacional para a comunidade. Um does avanços significativos foi a compra de sua própria sede. Desde 2003, temos trabalhado a organização e reforma da sede. Hoje, temos duas salas de aula, uma sala de leitura, e uma sala de informática. Temos orgulho do nosso centro, e esperamos poder acolher cada vez mais crianças.

Irmã Anatília fala sobre a visão da Procriu